Meu Filho tão querido,
E Deus disse ao seu Anjo mais irrequieto:
- "Vais para a Terra. Eles precisam de ti. Vais espalhar o Amor. Muito Amor. Todo o Amor que tens para dar. E quando os tiveres inundado de Amor, regressas. E vais sem rosto, pois assumirás o rosto do Amor que conseguires espalhar!"
E você, meu Anjo, espelhou e espalhou esse Amor ao assumir-me como Mãe. Só não me disse, ou esqueceu-se de me dizer, na sua ânsia de viver, que era por tempo limitado. Que não era meu, que era apenas emprestado, dádiva do Universo, mas breve, tão breve, que me afoga de saudade.
E no entanto meu Filho, esse AMOR infinito, esse oceano de pureza, de suavidade e de carinho inunda-me, e é-me perceptível. Nuns dias mais do que noutros, mas sinto-o aqui ao meu lado, a espreitar-me atrás do ombro e ouço a sua voz, como se aqui estivesse! Como? Não, você está aqui. E eu não estou doida. Ou, pelo menos, acho que não estou doida. E eu sei, com todas as minhas fibras que você esteve hoje aqui comigo durante muitas horas. As minhas mãos apenas obedeceram a instruções divinas. E são quatro da manhã e há muitas Dianas para vestir, pentear e enviar para espalhar Amor, mas as minhas mãos só pararam agora porque eu estive a criar um Anjo.
Eu criei um Anjo do Amor. O Anjo da Guarda, o que me guarda, e este vai para o seu Altar. É seu meu Filho adorado, meu Menino.
Com todo o meu Amor!
Da sua Mãe com infinita gratidão,
Mami

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