Meu amor querido,
Não tarda, é dia!
Gostos destas noites de tudo ou de nada, na solidão do meu coração, no silêncio da partilha, aqui onde as lágrimas correm livremente, nesta quietude onde nos encontramos, você e eu! A esta hora já estaria a dormir a sono solto, envolto em sonhos, quimeras passageiras como a sua Vida. Meu Amor, neste silêncio, nesta isolação, nesta falta de Amor, o meu coração continua cheio. Cheio de si, cheio de gratidão isolada, nesta dor que é só minha, neste sossego onde ouço "Dotan".
Esta dor, minha companheira de sobrevivência, saudade transcrita em mil palavras gritadas, aos berros, no silêncio do sentimento da falta, a minha, por si! No meu coração, naquele espaço muito pequenino onde estamos os dois meio escondidos, assim como sempre fizemos, ecoa um grito de solidão! Só queria um abraço meu Amor, um abraço que me aconchegasse, me envolvesse, e me dissesse que a dor partilhada, é meia dor, meia medida de sofrimento, meio caminho andado, mas o meu, caramba Tim, o meu é terrivelmente espinhoso, duro, luta diária por nem eu sei o quê! E sobretudo, tão, mas tão solitário que faz doer a Alma!
E neste caminho cheio de pedras, de lágrimas choradas baixinho, para que os outros não me ouçam...neste desgosto, nesta tristeza, neste buraco negro de espiral de dor, aqui me deixo, aqui (me) fico, neste sossego só nosso, nesta noite de verão!
Mil beijos meu amor querido, mil lágrimas choradas, mil sorrisos derramados, mil e uma noites...
da sua Mãe que o adora,
Mami

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