domingo, 2 de agosto de 2026

2.8.2026 Ainda sobre hoje — One Day, too many - Ou sobre morrer e renascer!

 


Meu adorado Filho,

Há muito que aqui não lhe escrevo, porque lhe escrevo todos os dias dentro do meu coração, mas tá,be, porque tenho escrito noutros lugares. Infelizmente o que não consigo escrever é o meu livro, o tempo e o raio do trabalho não mo permitem.

- “Porra Mãe, não invente, ok? Não invente!”

E tem toda a razão meu Filho. Contudo, ao deixar que a vida me engula no seu apetite devorador, penso que também o estou honrar. Porque é inegável que eu fui um Ser Humano, depois fui Corpo sem Alma, para logo depois ser verme e rastejar, depois arrastei-me, depois andei de joelhos. E hoje em dia caminho. E sou Pessoa. Não o Fernando, claro, mas sou Pessoa nas minhas miríades de (Id)entidades que formam o que é, neste momento, a amálgama do meu Ser.

Existo. Já não me limito a respirar. Existo. E penso. E analiso. E sofro. E acima de tudo sinto. Saudade!

Mais, a cada dia que passa. Mas essa Saudade já não me devora tanto. A vida, tal qual bóia salvadora, chama-me.

E isso, meu Filho, é a MAIOR prova de que honro a sua Memória. Trazendo cá para fora as minhas memórias. Milenares, claro. Porque só vos honrámos, se dermos um sentido a vida. 

Mil beijos da sua mãe que o adora,

Mami


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