Meu adorado Filho,
A Foxie já descansa na terra barrenta aqui da Quinta.
Adormeceu nos meus braços, em mais uma despedida desprendida de egoísmo, mas plena de dor. A nossa Foxie! Estava muito doente e foi de repente, e eu não estava preparada. Nunca se está. A morte rodeia-me, envolve-me, rouba-me todos os que amo. A casa está vazia. Falta-me a respiração lenta dela, aqui ao meu lado, no atelier. Falta-me o latir enquanto corria atrás dos patos sem lhes fazer mal. Falta-me tudo Martim. Tudo! Falta-me o sexto sentido dela quando me sentia triste e me vinha pedir colo, para me consolar. Tenho medo de me deitar e não ver a caminha dela ao meu lado. Foram onze anos de companheirismo, de travessuras, de alegrias, de um cão que só lhe faltava falar. Nunca mais haverá outra Foxie. Nunca mais.
E eu, e eu não me vou alongar mais, porque não vejo as teclas através das lágrimas. Não posso mais de sofrimento. Não aguento!
Tim, se ela chegou aí ao Céu, por favor não a chateie. Não a provoque. Abrace-a e juntos, mandem força cá para baixo.
Beijo Tim, e faça uma festa à Foxie. Pus a coleira dela no seu Altar.
Mami
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