Meu adorado Filho,
Há muitos (demasiados) dias que não venho aqui para lhe (transcr)escrever as nossas conversas. Não foi fácil lidar com a morte do Opa Freddy, e aqui na Terra mil e uma coisas aconteceram. Aprendi, com a sua partida, a lidar com a perda, com o desgosto, com mais um pedaço de sentimentos arrancado, roubado, retirado do meu coração. A partir aí tudo se relativiza. Parece incrível, mas não é, é a realidade de uma Mãe que nunca mais vai poder abraçar o seu Filho do Céu. Mas mesmo assim a partida do Opa doeu como o raio!
Nem sei por onde começar...as Dianas têm sido a minha tábua de salvação neste Mundo, cada uma mais querida do que a outra. É terapia, é epifania, é um pedaço pequeno de Alegria...
...Meu adorado Filho,
Nem me atrevo a (transcr)ever o que me vai no íntimo. As Dianas são a minha ligação com o Cosmos, e cada vez mais sinto isso. Não posso verbalizar muito o que sinto, senão internam-me mesmo e de camisa de forças, mas você sabe o que quero dizer. é verdade, e a cada dia tenho mais provas disso: a nossa (sua e minha) ligação vai muito, mas muito mais para além do Além, ela persiste e subsiste num plano inalcançável ao comum dos mortais preocupado com isto e com aquilo. Bom, eu também me preocupo com (o) isto e com (o) aquilo, porque não vivo do ar, mas o que é certo é que uma vida de contemplação, de meditação, de trabalhar a terra para a plantar, de acarinhar animais e de fazer nascer Dianas cada vez mais perfeitas, nos aproxima daquele plano indescritível, (quase) inalcançável, mas contudo, existencial(ista), em que o Céu e a Terra se unem, porque o Amor é como um Arco-Íris, incandescente de cor e de Esperança.
Martim, meu Filho querido, eu sei, a Oma sabe, você sabe e nós sabemos. É isso mesmo...
E com isso me despeço de si, num até já na máquina de costura, com um sorriso...
da sua Mãe que o adora,
Mami

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