Meu adorado Filho,
hoje, porque já passa da meia-noite, escrevo-lhe para lhe desejar um Santo Natal aí no Céu. Senti-o hoje, meu Filho, e obrigada por este presente. A sua Miúda continua sua, e minha, e foiu tão bom estarmos juntas! Hoje, véspera de Natal, vamos jantar à Oma, mas vamos cedo, para lhe fazer companhia. O meu Natal será dia vinte e cinco, quando o Mano vem, com a namorada e o nosso outro filho adoptivo, tão querido, que inicia mais uma tradição, repetindo o ano passado e deixando o meu coração mais quente.
Temos presentes debaixo do Presépio, e a Alegria da antecipação de - espero - mais alguns sorrisos. Criamos novas memórias, para que estas nos ajudem na sobrevivência a uma Saudade sem fim.
Mas também temos Gratidão: pelo seu querido Irmão, pela Oma, que continua aqui, minha Rocha cheia de força, por tudo o que tenho, e não me refiro ao material.
Neste Natal, a Saudade sente-se muito mais, mas é um bom sinal: é sinal de que estou viva, porque no ano passado, nem sei bem descrever o que sentia, porque não me lembro bem. A Saudade estranha-se, depois entranha-se, Faz parte de nós. Custa mais, numa altura do ano em que todos estão com os seus queridos, e nós somos ponte entre dois planos, entre os nossos, mas estamos. E SOMOS.
Feliz Natal meu Filho do Céu!
Com todo o meu Amor,
Mami
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